Este blog destina-se a tratar assuntos de gramática, literatura, interpretação e produção textual oriundos da sala de aula. Também, vamos utilizá-lo como ferramenta para o estudo gramatical extra-classe, atividades complementares, tarefas e dúvidas. Dessa forma, ele será o elo entre mim "Professora Eliane" e meus alunos. Um bom estudo a todos.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Tirinha
Para as turmas da 6ª B e 6ª E:
Transforme o discurso direto em discurso indireto:
Transforme o discurso direto em discurso indireto:
para visualizar melhor clique na tirinha
sábado, 11 de agosto de 2012
A Moça com brinco de pérola
Às vezes enxergamos a
vida monocromática , muitas coisas maravilhosas acontecem e nem nos damos
conta... Olhar para a vida com olhos de artista ou, ao menos, tentar. Adoro
essa passagem do livro: A Moça com brinco de pérola, porque o céu não é só
azul, e a vida não é só cinza...
“ Ele abriu a janela ao meio, o que encheu a sala de
ar frio.
- Venha cá, Griet.
Deixei os panos no parapeito e dirigi-me para junto dele.
- Espreita pela janela.
Espreitei. Estava um dia ventoso, com nuvens que desapareciam por trás da torre da igreja.
- De que cor são aquelas nuvens?
- São brancas, senhor.
- São? – perguntou ele, erguendo ligeiramente as sobrancelhas.
Olhei-as novamente.
- E cinzentas. Talvez vá nevar.
- Vá lá, Griet. Consegue fazer melhor do que isso. Pensa nos teus legumes.
- Nos meus legumes, senhor?
Ele moveu a cabeça ligeiramente. Estava outra vez a irritá-lo. O meu maxilar contraiu-se.
- Pensa em como separaste os brancos. Os nabos e as cebolas. São do mesmo branco?
De súbito compreendi.
- Não. O nabo tem verde a cebola amarelo.
- Exatamente. Então, que cores você vê nas nuvens?
- Há azul nelas – respondi depois de as examinar durante alguns minutos. E… Amarelo também. E algum verde! – Estava tão entusiasmada que até apontei. Tinha olhado para nuvens durante toda a vida mas era como se as visse pela primeira vez naquele momento.
Ele sorriu.
- Há de descobrir que há pouco branco puro nas nuvens, embora as pessoas digam que são brancas.”
- Venha cá, Griet.
Deixei os panos no parapeito e dirigi-me para junto dele.
- Espreita pela janela.
Espreitei. Estava um dia ventoso, com nuvens que desapareciam por trás da torre da igreja.
- De que cor são aquelas nuvens?
- São brancas, senhor.
- São? – perguntou ele, erguendo ligeiramente as sobrancelhas.
Olhei-as novamente.
- E cinzentas. Talvez vá nevar.
- Vá lá, Griet. Consegue fazer melhor do que isso. Pensa nos teus legumes.
- Nos meus legumes, senhor?
Ele moveu a cabeça ligeiramente. Estava outra vez a irritá-lo. O meu maxilar contraiu-se.
- Pensa em como separaste os brancos. Os nabos e as cebolas. São do mesmo branco?
De súbito compreendi.
- Não. O nabo tem verde a cebola amarelo.
- Exatamente. Então, que cores você vê nas nuvens?
- Há azul nelas – respondi depois de as examinar durante alguns minutos. E… Amarelo também. E algum verde! – Estava tão entusiasmada que até apontei. Tinha olhado para nuvens durante toda a vida mas era como se as visse pela primeira vez naquele momento.
Ele sorriu.
- Há de descobrir que há pouco branco puro nas nuvens, embora as pessoas digam que são brancas.”
Pg. 106-107
autora: Tracy Chavalier. Editora: Bertrand Brasil
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Outras Vidas
Acredita-se
que, para viver outras vidas, é necessário morrer primeiro e, depois de algum
tempo, voltar. Eu já vivi muitas vidas, e nada disso foi preciso. Morei em
outros países, em épocas diferentes e até em séculos passados. Tudo em uma
única vida, a minha.
Beber
"Cherry Brand" nos bares de Paris era uma das coisas que eu adorava fazer,
mas um dia, algo terrível aconteceu e acabou com minha
alegria. Me transformei em barata. Todos se afastaram de mim, tinham medo e
nojo. Até que conheci uma velha, acho que era vidente, que me falou sobre meu
amor, tão perto de mim e eu o desconhecia. Foi na Ilha de Paquetá e eu
realmente encontrei o amor. Estava naquele garoto que eu conhecia desde
criança.
Casei-me
com um homem incorrigível, que amava e odiava ao mesmo tempo. Ele morreu, mas
não me deixou e passei pela deliciosa experiência de ter dois maridos. Vivi uma
paixão impossível e valsei sem melancolia, sem arrependimento.
Presenciei
a ditadura, no ano de 1968 e, apesar de algum tempo, parece que ainda não
acabou. Construí o império dos Diários e Emissoras Associadas e muito contribuí
para a comunicação. Passava os dias na Praça da Alfândega, convivendo com os
mais variados tipos, na época de seus Anos Dourados.
Conheci
muitos lugares. Viajei de barco durante cem dias e fiquei maravilhado com a
natureza, com o litoral brasileiro e até com a África que nunca chamou minha
atenção. Ainda sinto o cheiro do mar. Outra viagem interessante que fiz me
revelou fatos que não conhecia sobre o descobrimento do Brasil.
Integrei
o Clube do Picadinho, que diminuía a cada encontro. Sabíamos de quem era a vez,
mas nunca desistimos. A emoção e o perigo faziam com que essas fossem as
melhores refeições.
Esses são
apenas alguns relatos de minha vida. Poderia ficar por horas contando minhas
aventuras, descrevendo todas as pessoas que conheci e relembrando os infinitos
amores que tive. Talvez em outro encontro. Mas antes de me despedir, quero
contar como foi o meu primeiro contato com esse mundo maravilhoso.
Aconteceu
quando eu ainda era criança e minha mãe me apresentou à Turma da Mônica e
depois ao palhacinho Alegria. Eles se tornaram meus companheiros e, à medida
que fui crescendo, ganhei novos amigos.
Tenho um
poder espantoso. Através dele, conheci novos sentimentos, senti o gosto de
novas comidas e bebidas, sem nem mesmo ter experimentado, vesti-me como as
"sinhazinhas" do século passado, senti fome como Fabiano. Essa
capacidade mágica que tenho não é exclusividade minha, ela está adequada a
minha personalidade, mas todos podem ter, é só querer.
Além de
adquirir cultura e informação, desenvolvi minha criatividade, tive uma visão
mais ampla de certos assuntos. Dou asa a minha imaginação, e permito-me
conhecer novos costumes, lugares, vidas, mundos, sentimentos.
Vanessa
Mello
Fonte: http://www.pucrs.br/gpt/intertextualidade.php.
Acesso em 19 de maio de 2012.
Que livro você leu hoje?
“A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas
por incrível que pareça a quase totalidade não sente esta sede" é com essa
frase que Carlos Drummond de Andrade resumiu, de maneira visionária, a escassez
da comunicação e conhecimento atualmente.
Com o avanço da tecnologia é inegável que as crianças e jovens se desacostumem ao hábito de pegar um livro ou um jornal para ler, mantenham contato direto e pessoal com outro indivíduo e consigam argumentar e relacionar-se bem em certos ambientes, como no trabalho por exemplo.
Com o avanço da tecnologia é inegável que as crianças e jovens se desacostumem ao hábito de pegar um livro ou um jornal para ler, mantenham contato direto e pessoal com outro indivíduo e consigam argumentar e relacionar-se bem em certos ambientes, como no trabalho por exemplo.
Mas
a educação tomou proporções jamais imaginadas, alguns colégios já substituíram
os cadernos e livros didáticos por computadores, e isso é preocupante. Hoje o
conhecimento, principal fonte de mudança em qualquer âmbito, é insuficiente, e
a tecnologia, a desvalorização de educadores e as condições de vida precárias
de boa parte da população, são as maiores causas do Brasil
ainda ser considerado um ‘país analfabeto’, segundo dados do IBGE.
Os
números assustam e preocupam, a última pesquisa, realizada em 2010, aponta que
9% da população brasileira possui um grau de analfabetismo, cerca de 14,6
milhões de pessoas. E quer saber? A tendência é piorar.
Vamos
travar uma eterna discussão sobre os benefícios ou não que a tecnologia
proporciona às pessoas e principalmente ao desenvolvimento das crianças.
Sabemos que no mundo virtual encontramos os mais variados conteúdos e ideologias,
diversos assuntos e temas com caráter construtivos, e outros tantos abusivos.
Os jogos eletrônicos, a interação via redes sociais, e a linguagem virtual, um
tanto diferente, nos faz ter a perspectiva de que essa taxa de analfabetismo
vai se manter por alguns anos.
Mas você já pensou que a mudança passa por você? E se alguém perguntar: "Que livro você leu hoje?", citaria um livro ou algum site? Provavelmente a segunda opção, como milhares de pessoas.
Mas você já pensou que a mudança passa por você? E se alguém perguntar: "Que livro você leu hoje?", citaria um livro ou algum site? Provavelmente a segunda opção, como milhares de pessoas.
Especialistas
afirmam que o hábito da leitura de livros e jornais é imprescindível para o
conhecimento da população e desenvolvimento de um país. A comunicação
interpessoal não deve ser ofuscada pela virtual. As crianças devem ler livros
infantis, gibis e contos de fadas, ao invés de brincarem de internet.
Estimule o conhecimento, a leitura e a comunicação,
saiba usar a tecnologia.
Não deixe de ler um livro, ali estão palavras sem erros e abreviações, com conteúdos, que te levará a um mundo de conhecimento. E isso você vai levar para o resto da vida, seja lá que livro você leu.
Não deixe de ler um livro, ali estão palavras sem erros e abreviações, com conteúdos, que te levará a um mundo de conhecimento. E isso você vai levar para o resto da vida, seja lá que livro você leu.
Kallil Dib
Brasileiro lê apenas dois livros por ano, revela pesquisa
Catarina Alencastro
BRASÍLIA
- A média de leitura do brasileiro é de apenas 2,1 livros por ano, segundo a 3ª
edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada nesta quarta-feira.
O estudo revela que, no total, a média de leitura do brasileiro é de 4 livros
anuais, dos quais dois não são lidos até o final. O número é menor do que o
registrado em 2007, quando foi feita a 2ª edição da pesquisa. Na época, a média
de livros lidos por ano era de 4,7.
O levantamento foi feito pelo Ibope Inteligência
com 5 mil entrevistados em 315 municípios entre junho e julho de 2011. A
pesquisa, encomendada pelo Instituto Pró-Livro, mostra ainda que metade da
população - cerca de 88,2 milhões de pessoas - é considerada leitora, ou seja,
leu ao menos um livro nos últimos três meses. O índice é menor do que o
registrado em 2007, quando 55% da população havia declarado ter lido ao menos
um livro nos três meses que antecederam a pesquisa. O Centro-Oeste é a região
com melhor média de livros lidos, seguido pelo Nordeste, Sudeste, Sul e Norte.
A
Bíblia é o livro mais lido no Brasil, seguido por livros didáticos, romances,
livros religiosos, contos e livros infantis. As mulheres leem mais do que os
homens. Enquanto 53% delas são leitoras, entre os homens o índice é de 43%.
Ainda
segundo a pesquisa, 75% da população nunca frequentou uma biblioteca na vida.
Presente à abertura do seminário Retratos da Leitura no Brasil, no qual o
levantamento foi divulgado, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse que o
governo trabalha para zerar o número de municípios sem biblioteca.
A leitura,
quando vai além do livro didático, vai permitir a formação do cidadão, vai dar
ao cidadão as ferramentas do conhecimento, permitir a ele desenvolver a
capacidade de reflexão e análise, de questionar e desenvolver seu pensamento e
sua opinião. A literatura tem essa capacidade. A televisão não permite tanto a
reflexão quanto o livro - afirmou a ministra.
Durante
o evento, fez-se um minuto de silêncio em homenagem ao escritor Millôr
Fernandes, que faleceu na madrugada desta quarta-feira. Ana de Hollanda
considerou a morte do escritor uma “perda irreparável”.
Leitores assíduos, Cidadãos críticos.
A leitura é de extrema importância. Podemos ler
gibis, jornais, livros e etc. Em todos esses tipos de texto estaremos
aprendendo. Quando lemos, estamos vendo e interpretando textos já revisados,
sendo assim, aprendemos e aperfeiçoamos: a escrita, a fala e a interpretação.
No
entanto, a importância da leitura não se resume apenas a isso, aprendemos a ser
mais críticos com a notícia, é possível mudar
de opinião lendo e vendo os argumentos do jornalista (escritor).
Um
exemplo bem recente é o aumento do IPI nos carros importados (sem incluir os
sul-americanos e mexicanos), a primeira vista essa notícia parece ser boa
afinal o mercado brasileiro pode crescer com isso, afinal essa medida é
protecionista.
No
entanto, para quem leu os jornais e notícias na internet deve ter visto que a
Associação Chinesa de fabricantes de Carros está desconfiada da economia
brasileira. Com toda razão, afinal, três indústrias orientais já mostraram
interesses e planos de se instalar no Brasil nos próximos quatro anos. Se antes
do aumento tínhamos um carro zero km chinês, por aproximadamente 37 mil reais,
se o aumento do IPI ocorrer de fato, passando para 26%, teremos o mesmo carro
por 47 mil reais. Logo, o mercado automotivo chinês perderá vendas e mercado
logo perderão o interesse em se instalar no Brasil. Sendo assim, muitos empregos deixarão de ser
criados graças à medida protecionista brasileira.
Interpretar
notícias e ter um senso crítico mais aguçado são capacidades que só um leitor
assíduo de jornais e notícias poderá ter.
Ler
nos possibilita a capacidade de: melhorar a leitura, melhorar a escrita,
adquirir novo vocabulário, e principalmente, torná-lo um cidadão-leitor
crítico.
Bianca Ibanhes P.
Romano
Assinar:
Postagens (Atom)

